"Lábio Cortado" de Rui Almeida

Terça-feira, Outubro 13


Resenhas ao recentemente editado Lábio Cortado, do poeta Rui Almeida, por Henrique Fialho e Nuno Dempster, nos respectivos blogues: Antologia do Esquecimento e A Esquerda da Vírgula. Rui Almeida, poeta que tão bem se bateu na saudosa bulha de braço-de-ferro celebrada na Livraria Trama a 31 de Julho último, participou no sexto número da revista Callema.

Lábio Cortado, Rui Almeida. Livrododia: 2009.

Callema em destaque no Jornal i [2 Set. 09]

Quarta-feira, Setembro 2

Rui Alberto

A ideia nasceu de "um grupo de amigos que gostava de ver jogar o Benfica e nos intervalos discutia literatura". É assim que Rui Alberto explica a criação da revista "Callema", dedicada à publicação de textos inéditos de quem já tem nome e de quem (ainda) não tem voz. Tudo começou no primeiro ano da faculdade, no curso de Estudos Portugueses. Rui e quatro amigos, "o núcleo duro da 'Callema'", queriam produzir uma revista na qual pudessem publicar textos sem ninguém que os censurasse. O sonho só se concretizou no fim da faculdade, em Novembro de 2006.Ver o produto do esforço e trabalho de cinco rapazes entre os 25 e os 28 anos, "foi fantástico mas ao mesmo tempo estranho": "Foi óptimo ver que não era só conversa, que realmente conseguíamos fazer alguma coisa e foi estranho porque para alguns foi a primeira publicação."A revista não dá lucro, mas também não dá despesas: auto-sustenta-se. Cada um tem o seu trabalho e um deles nem vive em Portugal - depois do curso decidiu procurar trabalho lá fora - mas nem por isso desistem do sonho: "Enquanto houver romantismo, isto vai para a frente. Estamos sozinhos, não podemos depender de ninguém, mas vale a pena."Apesar de uma modesta tiragem de cem exemplares, a "Callema" recebe vários pedidos de colaboração, contos, ensaios e poemas dos quais vive, a par de "convites que são feitos a algumas pessoas, para cada edição". No número dois da revista contaram com três poemas inéditos de Nuno Júdice, escritor, poeta, ensaísta e professor universitário, num exemplar que esgotou. No entanto, e por muito louvável que a ideia seja, a pergunta obrigatória é: o que leva estes jovens, que nem 30 anos têm, a entregarem-se a um projecto que não dá lucro? A resposta, romântica, não demora. "A partir do momento em que viemos a público, adquirimos um dever cívico: temos o dever de fazer ler, pensar e escrever." E se acha que tem qualidade para aparecer nas páginas da "Callema", tem bom remédio: callema@cooperativaliteraria.net. Mas não se esqueça que esta malta só aceita textos inéditos... e bons.

Diana Garrido

31 de Julho, na Livraria Trama: Callema em bikini

Terça-feira, Julho 21


A Norte

Segunda-feira, Julho 6



A todos os leitores do Norte de Portugal:


O mais recente número de Callema está já disponível na livraria do Clube Literário do Porto, local onde no passado sábado (4) se celebrou a terceira das sessões de lançamento do ciclo iniciado em Lisboa, em Junho último.
[Nuno Guedes Silva, Hugo Milhanas Machado, Rui Alberto]


Na mesma livraria poder-se-ão de igual forma encontrar todos os títulos da Sombra do Amor -edições, dos autores Adriano Barão, Rui Costa, Hugo Milhanas Machado, Bernardo Pinto de Almeida, Rui Alberto e M. Tiago Paixão.


Ciclo de apresentações de Callema 6

Sexta-feira, Junho 5


I Prémio de Poesia O Bacalhau

Segunda-feira, Maio 4

Até 1 de Setembro

Ao virar da esquina: Callema 06

Paulo Praça e o refrão à cabeceira


Após dois números de incidência monográfica (“Reescrever a Juventude” e “A Fenda do Tempo e do Texto”, respectivamente), a revista Callema volta a convocar uma chamada nominal de capa, desta vez dedicada ao universo sonoro de Paulo Praça, intérprete de um notável percurso dentro das linguagens pop-rock vindas da década de 90, agora aventurado numa carreira em solitário estreada em 2007 com a edição de Disco de Cabeceira. Entre o estúdio e a volta do correio, o autor de “(Diz) A Verdade” comparte com o leitor impressões decorrentes da composição e audição deste disco e, desde uma perspectiva performativa, do íntimo toar da canção de língua portuguesa. Colaboram neste sexto número de Callema: David Soares, Ana Cláudia Santos, Lucy Pepper, Samuel Costa Velho, Rui Almeida (Prémio Manuel Alegre 2008, com o poemário “Lábio cortado”), Fernando Machado Silva, João Tibério, Jorge Silva, Hilarino Carlos Rodrigues da Luz e Álvaro N. Marques. Entre outros lugares de interesse, a primeira tradução para língua portuguesa do poeta turco Orhan Veli.



Datas do ciclo de lançamentos
(em actualização)


29 de Maio, Livraria Trama. 16h30

[merenda de apresentação]

Callema 6: Quantos dias nos custa a boca calada?

Segunda-feira, Março 16

Já a rodar, e em jeito de antecipação do número 6 da Callema, a editar em Maio próximo: Paulo Praça, À força da nossa voz. Letra: valter hugo mãe. Música: Paulo Praça. Vídeo: Miguel Clara Vasconcelos.

III Prémio de Poesia em Língua Portuguesa de Salamanca

Sexta-feira, Fevereiro 6


Regulamento já disponível no LaPeLiPoSa.
Aberto a estudantes da Universidad de Salamanca e da Escuela Oficial de Idiomas de Salamanca.
Uma organização da Cátedra de Estudos Portugueses (Instituto Camões) da Facultad de Filología da USAL, apoiada, como nas edições anteriores, pela Cooperativa Literária e pelas Sombra do Amor - edições.

Cümle Frase

Quinta-feira, Janeiro 22



Fazer chegar às mãos dos leitores turcos aquilo que de mais recente se faz no campo da poesia em Portugal é o objectivo do projecto Cümle Frase, criado pelo leitorado de Língua e Cultura Portuguesa do Instituto Camões (IC) na Turquia, com a apoio da Cooperativa Literária.
Cümle Frase - Folha Mensal da Nova Poesia em Língua Portuguesa pretende chamar a atenção do público turco, nomeadamente das cidades de Ancara (a capital política) e de Esmirna, «para Portugal, para a sua língua e cultura, para um Portugal novo e de futuro», segundo Mário Paixão, leitor do IC na Universidade de Ancara e na Universidade de Economia de Esmirna e fundador da Cooperativa Literária.
Todos os meses, a começar em Fevereiro de 2009, será publicada e distribuída a «folha», que, a cada edição, apresentará um novo poeta.
A médio prazo está prevista a edição em livro de todas as «folhas». Esta será a primeira antologia de poesia portuguesa publicada na Turquia e ainda a primeira antologia da «novíssima» poesia portuguesa em termos gerais.
José Luís Peixoto, Paulo José Miranda, Catarina Nunes de Almeida, Rui Alberto, José Rui Teixeira, M. Tiago Paixão, Filipa Leal, Hugo Milhanas Machado, Valter Hugo Mãe e Rui Costa são os autores que já deram o seu sim a este projecto, segundo o leitor, que adianta que «mais convites estão e continuarão a ser feitos».
Os poemas serão publicados na sua versão original e acompanhados de uma tradução para inglês (em Esmirna), da responsabilidade do conceituado tradutor Landeg White, e para turco (em Ancara), pelo mais prestigiado tradutor da Turquia, Cevat Çapan.
O projecto pode ser acompanhado na internet em: http://www.cumlefrase.blogspot.com, disponível nas línguas portuguesa, inglesa e turca.